DADOS DA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO (UC)
DATA DE CRIAÇÃO: 08/07/2002
ECOSSISTEMA: Manguezal
ÁREA: 211,81 hectares · Perímetro: 13,12 km
CATEGORIA DE MANEJO: Parque Natural
LOCALIZAÇÃO: Av. Beira-Mar Norte, Av. da Saudade e bairros Itacorubi, Santa Mônica, Trindade e João Paulo.
CONTATO: +55 48 3237-5660 · depuc.floram@floripa.sc.gov.br
ACESSO: Sua visitação ocorre pelas bordas, pela Av. da Saudade e Av. Beira-Mar Norte, no passeio e em decks que avancem sobre o manguezal, não sendo recomendável adentrar em outras áreas.
ATRATIVOS: Ecossistema de Manguezal, observação de aves e contemplação da paisagem, pesca artesanal e sítio arqueológico tipo sambaqui na Ponta do Lessa.
OBJETIVOS DA UC
I. Garantir condições para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais;
II. Contribuir para a preservação da diversidade biológica e dos recursos genéticos, florísticos e faunísticos;
III. Proteger paisagens naturais de notável beleza cênica;
IV. Promover a proteção e recuperação de ambientes degradados;
V. Proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental;
VI. Favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico;
VII. Proteger os recursos naturais em compatibilidade com as populações tradicionais que vivem em seu entorno, respeitando e valorizando seu conhecimento, a cultura e promovendo-as social e economicamente;
VIII. Proteger as características relevantes de natureza geológica, geomorfológica, hidrológica e arqueológica.
HISTÓRICO: “um oásis salgado”
O Manguezal do Itacorubi, ao longo do tempo, sofreu inúmeros impactos causados pelo avanço da urbanização em Florianópolis. Ao seu redor foram implantados de cemitérios a lixões, sendo parte aterrado para rodovias e loteamentos. Atualmente, na Bacia Hidrográfica do Itacorubi habitam cerca de 60 mil pessoas e outras 100 mil transitam por suas rodovias, em deslocamentos cotidianos e em busca de serviços e instituições públicas, como UFSC, UDESC, FIESC e outras. Em 2002, por compensação ambiental da construção do Elevado do CIC, na Av. Beira-Mar Norte, foi criada por decreto a Unidade de Conservação, porém, sem devida atenção à legislação federal e em área pertencente à União e cedida à UFSC. A providencial medida salvaguardou a porção ainda restante do ecossistema, de modo que seus limites confrontam diretamente com a intensa urbanização da região. Não obstante, é de suma importância como berçário ecológico num dos mais belos recantos da Baía Norte.
O estabelecimento do diálogo entre FLORAM, UFSC, SPU, IPHAN, ICMBio e MPF foi conclusivo na manutenção da proteção integral e da gestão municipal sob a área da UC. Diversas Ações Civis Públicas questionam a dominialidade e a efetiva proteção do manguezal, que aguarda a regularização jurídica e a consequente apropriação por parte da FLORAM. O objetivo é instaurar a gestão participativa com os entes supracitados e a comunidade circundante, reforçando a característica do uso público e da pesca artesanal em suas bordas, bem como a garantia da integridade do remanescente do ecossistema livre de edificações e aterros. No ano de 2022, o Parque é adequado ao SNUC e seus limites são ampliados, protegendo a Ponta do Goulart e metade da Ponta do Lessa. No contexto da comemoração dos 200 anos de nascimento de seu provável primeiro pesquisador, foi rebatizado como “Fritz Müller” em homenagem ao naturalista.